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Gaza
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Um ano depois da Missão de Investigação das Nações Unidas concluir que tanto as forças israelitas como os grupos armados palestinianos cometeram crimes de guerra, possivelmente crimes contra a Humanidade e outros graves violações do Direito Internacional durante o conflito em Gaza e no Sul de Israel, entre 2008 e 2009, a Amnistia condenou a contínua falta de responsabilização e alertou para o facto da esperança das vítimas em obter justiça permanecer agora num impasse. Durante a sua actual sessão, a qual teve início na passada Segunda-feira, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas deve considerar o relatório do Comité de Peritos de Março de 2010, para examinar quais os passos que têm sido tomados pelos israelitas e palestinianos, e para investigar os crimes alegadamente cometidos pelas suas forças e a dimensão, bem como a eficácia destas investigações. 

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“Até agora não percebemos porquê. Queremos… uma investigação; queremos saber porque é que eu e as minhas irmãs ficamos órfãs. Porque mataram os nossos pais, a nossa família?”
Fathiya Mousa, cujos pais e familiares, com idades compreendidas entre os 14 e 28 anos, foram mortos a 14 de Janeiro de 2009 num ataque aéreo israelita, enquanto estavam no seu quintal em Sabra, um distrito da Cidade de Gaza.

Actualizado em Quinta, 05 Maio 2011 14:05
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A Amnistia Internacional instou o Tribunal Penal Internacional (TPI) a tomar uma decisão acerca da investigação aos alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade, cometidos durante o conflito em Gaza e no sul de Israel em 2008-09. O Conselho de Direitos Humanos deve fazer o mesmo apelo após a análise do relatório apresentado hoje por um comité independente de especialistas que realça as falhas contínuas, tanto das autoridades Israelitas como do Hamas, em investigar as violações ao Direito internacional documentadas há mais de um ano atrás, na sequência de uma missão de investigação da ONU, presidida pelo juiz Richard Goldstone.

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A Amnistia Internacional está a apelar às autoridades israelitas para que acabem com a prática de demolições que levam milhares de palestinianos a viverem com o medo diário de ficarem desalojados. Num novo relatório, As safe as houses? Israel's demolition of Palestinian homes, a Amnistia Internacional dá conta da dimensão do fenómeno da destruição de casas por parte das forças israelitas nos Territórios Palestinianos Ocupados, com a justificação de que foram ilegalmente construídas.

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