A nossa assinatura fez a diferença
Foi libertado o ativista Kartam Joga, que esteve mais de dois anos preso por defender os direitos dos povos indígenas (chamados Adivasi) da região de Chhattisgarth, no centro da Índia. A libertação aconteceu terça-feira, 8 de janeiro. Voltámos assim a confirmar que a nossa assinatura tem mais força do que imaginamos e pode realmente mudar vidas.
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Maio de 2012
Nigéria: Menor libertado ao fim de 17 anos
 Após quase duas décadas de prisão, Patrick Okoroafor foi finalmente libertado no passado mês de maio. O nigeriano tinha apenas 14 anos quando foi detido e acusado de assalto à mão armada e roubo de 5.500 nairas nigerianas (cerca de 27 euros). Dois anos depois, em 1997 e ainda menor, foi condenado à morte, mas a sentença, ilegal, foi rapidamente alterada para prisão perpétua. Em 2009 as autoridades reduziram a pena para 10 anos de encarceramento, a cumprir a partir dessa data.
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Abril de 2012
Irão: Mais Repórteres pelos Direitos Humanos foram libertados
 A 12 de abril foi libertado o ativista iraniano Kouhyar Goudarzi, depois de o mesmo ter acontecido à sua mãe, Parvin Mokhtare, em liberdade desde 18 de março de 2012. Refira-se que os dois tinham sido presos a 31 de julho e a 1 de agosto de 2011, respetivamente, com acusações que passavam por “espalhar propaganda contra o sistema” e “reunião e conspiração contra a segurança nacional”. Kouhyar foi ainda acusado de pertencer ao grupo PMOI-People’s Mojahedin Organization of Iran e de se ter manifestado, frente às Nações Unidas, pela retirada do nome da organização da lista de grupos terroristas. Foi então condenado a cinco anos de prisão e a sua mãe a 23 meses, depois de julgamentos onde não houve direito a defesa.
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Março de 2012
México: Governo reconhece responsabilidade em casos de violação
 No passado dia 6 de março, o governo mexicano fez um Ato Público de Reconhecimento da sua responsabilidade no caso de Inéz Fernández, mulher que, em 2002, havia sido violada por militares dentro de sua casa, no sul do México. Tal já tinha sido feito no dia 15 de setembro de 2011 para com Valentina Cantú, mulher que passou pelo mesmo em 2002. Este reconhecimento era um dos pedidos da Amnistia Internacional, tal como divulgado nos Apelos Mundiais da revista anterior. Falta ainda que o governo conduza uma investigação imparcial e imediata às violações, que faculte compensações para as vítimas e que reforme o sistema judicial para que as violações dos direitos humanos sejam julgadas em tribunais civis. Porém, este foi já um grande passo conseguido em tão pouco tempo… Obrigada a todos os que participaram!
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