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(((Exija Dignidade)))
Por um caminho para fora da Pobreza, na rota dos Direitos Humanos! Junte-se a estas pessoas agora! Junte a sua voz à nova campanha da Amnistia Internacional! Atue – exija dignidade! DIREITOS HUMANOS = MENOS POBREZAUma década depois de terem sido definidos os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, quando os Estados de todo o mundo perceberam que era fundamental unir esforços e tornar o planeta Terra mais equitativo, o mundo está mais desproporcional, com os países mais ricos a distanciarem-se dos mais pobres. Para ajudar a inverter esta situação, a Amnistia Internacional lançou, a 28 de maio de 2009, a campanha EXIJA DIGNIDADE! Naquela que é a maior Campanha alguma vez lançada pela Amnistia Internacional, o objetivo é também um dos mais ambiciosos: quebrar o ciclo de pobreza. A pobreza não é uma fatalidade. É algo que resulta de decisões que mais remota ou mais diretamente levaram à exclusão e à privação. Sendo a pobreza fruto de decisões, é possível tomar (e pressionar para que sejam tomadas) outras decisões contrárias àquelas que estiveram na génese da pobreza. É aqui que se quebra o ciclo a pobreza. Esta quebra será tanto mais eficaz quanto para ela concorrerem 3 fatores, os 3 eixos estratégicos desta campanha:
Acabar com a pobreza significa romper o ciclo vicioso de situações que fogem ao controlo das vítimas de pobreza e que fazem com que quem vive com menos de 1 dólar por dia dificilmente deixe de ser pobre. Quem não tem recursos, não tem água potável, alimentação adequada e uma habitação condigna que lhe permitam ter uma vida saudável; quem não tem acesso a cuidados de saúde básicos, não tem eletricidade que lhe permita estudar, nem uma escola e professores; quem, para além disso não tem uma sociedade que o apoie, não tem a garantia de respeito pela sua dignidade humana. Vive à margem, excluído, sem acesso à justiça ou à informação, ferramentas essenciais para exigir os seus direitos. As decisões que diretamente os atingem são tomadas por atores governamentais e internacionais de quem estão afastados. Além disso, a maioria dos pobres vive diariamente na insegurança: considerados marginais pelas autoridades, ficam entregues aos grupos criminosos que se movimentam nas zonas onde habitam. Falta de recursos, exclusão social e insegurança, são três aspectos que caracterizam a vida das pessoas em situação de pobreza. E todas dependem de decisões às quais estas não têm acesso. Como vamos atuarA AI não irá atuar no terreno, à semelhança de outras organizações não governamentais para o desenvolvimento. Vai aliar-se a elas, mas lutando com as suas próprias “armas”: fazendo lóbi junto dos governos e de outros atores internacionais, como as empresas privadas; e denunciando violações graves aos direitos humanos que continuam a ocorrer em muitos países e que ajudam a perpetuar a pobreza no mundo. Como vamos conseguir a mudançaPara conseguir uma mudança efetiva e a longo prazo é necessário assentá-la nos três eixos estratégicos acima referidos, pois sem eles, os indivíduos têm ficado “encurralados” na pobreza:
Por onde começar:Estes eixos estratégicos são transversais a várias áreas temáticas. Dentro do vasto leque de hipóteses, a Amnistia, na fase inicial da campanha, vai focar a sua atenção na implementação destes eixos estratégicos em três áreas temáticas distintas que têm contribuído para a persistência da pobreza e da desigualdade no mundo e que demonstram, com grande clareza, a interação entre privação, insegurança e exclusão.
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